A escápula desempenha um papel importante no controle da posição da articulação do ombro (glenóide), pequenas modificações na ação do músculos tóraco-escapulares podem afetar o alinhamento e as forças que participam na articulação do ombro.
De acordo com os estudos sobre o movimento escapular, observa-se que a escápula move-se 1 grau por cada 2 graus de movimento do úmero. Ao completar a flexão do ombro, o movimento foi de 120 graus na articulação glenoumeral e 60 graus na articulação escapulo-torácica.
A compreensão, preservação e restauração dos movimentos exatos de determinados segmentos são a chave para o êxito dos tratamentos fisioterapêuticos.
Fonte: Shirley A. Sahrmann, Diagnóstico e tratamento das Síndromes de disfunção motora. Ed. Santos p. 202
terça-feira, 1 de março de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
FORÇA MUSCULAR
A força ou tensão gerada pelo músculo esquelético pode variar por meio de diversos mecanismos:
1. Mais unidades motoras podem ser recrutadas. Uma unidade motora representa todas as fibras musculares inervadas pelo mesmo neurônio motor. A descarga de mais neurônios motores vai resultar na contração de maior número de unidades motoras e, portanto, na geração de mais tensão pelo músculo.
2. A frequência da estimulação de uma só fibra muscular pode aumentar a tensão desenvolvida por essa fibra. Esse processo chamado somação resulta na na elevação sustentada de Ca 2+ intracelular que é produzida pela estimulação com frequência elevada.
3. A tensão gerada por um abalo isolado varia em função do comprimento do sarcômero. O grau de sobreposição dos filamentos finos e grossos varia conforme o comprimento do sarcômero, isso afeta o número de pontes cruzadas formadas e a tensão desenvolvida.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
VELOCIDADE DAS FIBRAS MUSCULARES
Nem todas as fibras musculares são iguais. As fibras musculares possuem diferentes velocidades de encurtamento: fibras de contração lenta ou tipo I (110ms), e fibras de contração rápida, ou tipo II ( 50ms).
É importante ressaltar que as fibras de contração rápida podem ser subclassificadas em Tipo II a e tipo II x.
O conhecimento da composição e uso das fibras musculares sugere que os atletas que apresentam um elevado porcentual de fibras tipo I possam ter alguma vantagem em eventos de resistência prolongados, enquanto os atletas com predominância de fibras do tipo II seriam mais aptos a atividades de alta intensidade e de curta duração.
Um exemplo prático disto, é que campeões mundiais de maratona possuem 93 e 99% de fibras do tipo I no músculo gastrocnêmio. E por outro lado, corredores velocistas tem apenas cerca de 25% de fibras tipo I no gastrocnêmio.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
ORGANIZAÇÃO DAS FIBRAS MUSCULARES
O formato e arranjo das fibras musculares determina se o músculo é capaz de gerar grandes quantidades de força e se tem boa capacidade de encurtamento. A capacidade de encurtamento de um músculo envolve mudança de comprimento e velocidade. Existem dois tipos de arranjos das fibras: fusiformes e peniformes.
O arranjo das fibras fusiformes é paralelo às fibras musculares, e os fascículos percorrem o comprimento do músculo. As fibras em um músculo fusiforme correm paralelamente à linha de tração do músculo, de modo que a força da fibra é na mesma direção da musculatura.
Esse arranjo das fibras em forma de fuso, oferece o potencial para grandes quantidades de encurtamento e movimento de alta velocidade no corpo. Os músculos fusiformes são tipicamente mais compridos que os outros tipos de músculos e o comprimento da fibra muscular é maior que o comprimento do tendão.
Por essa relação entre comprimento da fibra e do tendão, o músculo fusiforme tem a capacidade maior para encurtar-se. Músculos como o reto abdominal que se inserem no osso por um tendão curto, podem mover-se por uma distância maior. O exemplo oposto, seria do músculo gastrocnêmio, que tem um tendão longo.
Exemplos de músculos fusiformes no corpo são o sartório, o bíceps braquial e o braquial.
As fibras peniformes correm diagonalmente até um tendão que atravessa o músculo. As fibras do músculo peniforme correm em um ângulo relativo com a linha de tração do músculo, de modo que a força da fibra é em uma direção diferente da força muscular. As fibras são mais curtas que o músculo, e a alteração no comprimento da fibra individual não é igual à alteração no comprimento muscular. Alguns exemplos de músculos peniformes:
a) O músculo peitoral maior e trapézio são músculos penados largos e tem fibras que se inserem diretamente no osso.
b) Semimembranoso, gastrocnêmio e deltóide também são músculos peniformes.
O arranjo das fibras fusiformes é paralelo às fibras musculares, e os fascículos percorrem o comprimento do músculo. As fibras em um músculo fusiforme correm paralelamente à linha de tração do músculo, de modo que a força da fibra é na mesma direção da musculatura.
Esse arranjo das fibras em forma de fuso, oferece o potencial para grandes quantidades de encurtamento e movimento de alta velocidade no corpo. Os músculos fusiformes são tipicamente mais compridos que os outros tipos de músculos e o comprimento da fibra muscular é maior que o comprimento do tendão.
Por essa relação entre comprimento da fibra e do tendão, o músculo fusiforme tem a capacidade maior para encurtar-se. Músculos como o reto abdominal que se inserem no osso por um tendão curto, podem mover-se por uma distância maior. O exemplo oposto, seria do músculo gastrocnêmio, que tem um tendão longo.
Exemplos de músculos fusiformes no corpo são o sartório, o bíceps braquial e o braquial.
As fibras peniformes correm diagonalmente até um tendão que atravessa o músculo. As fibras do músculo peniforme correm em um ângulo relativo com a linha de tração do músculo, de modo que a força da fibra é em uma direção diferente da força muscular. As fibras são mais curtas que o músculo, e a alteração no comprimento da fibra individual não é igual à alteração no comprimento muscular. Alguns exemplos de músculos peniformes:
a) O músculo peitoral maior e trapézio são músculos penados largos e tem fibras que se inserem diretamente no osso.
b) Semimembranoso, gastrocnêmio e deltóide também são músculos peniformes.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
ARQUITETURA MUSCULAR
Do ponto de vista arquitetônico, os músculos
são sustentados por uma hierarquia de bainhas colagenosas ( endomísio,
perimísio e epimísio) que circundam as fibras musculares individuais,
fascículos e músculos inteiros, respectivamente. Os músculos são unidos em
grupos funcionais por fáscia colagenosa.
Juntas, essas bainhas criam uma fonte
estrutural semelhante a favo de mel que contribui para resistência de um
músculo à tensão. Quando o músculo é estirado, altas forças de tração nessas
estruturas colágenas contribuem para as altas forças que podem ser geradas
durante contrações musculares excêntricas ( de alongamento).
Sobre as forças musculares internas, é
possível dizer que, as forças musculares exercem maior carregamento mecânico sobre
o esqueleto do que o peso corporal. Durante a bipedestação relaxada, 50% da
força compressiva atuando sobre a coluna lombar se origina da atividade antagônica
dos músculos do dorso e abdome, e 50% vêm do peso corporal.
Quando o tronco é flexionado para levantar
pesos do solo, mais de 90% da força compressiva atuando sobre a coluna advém da
tensão muscular.
Fonte: Stranding, Susan. Gray's Anatomia. Elsevier p. 121
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
ANATOMIA EMOCIONAL: INFLADOS E ESVAZIADOS
A descrição feita por Staley Keleman faz sobre estresse e expressão emocional diz que sentimentos e emoções diferem. Os sentimentos são estados generalizados e não condicionados, não-programados; enquanto as emoções são programadas, são caminhos próprios que entram em ação. Para que possam ser expressos, os sentimentos criam caminhos. Ninguém precisa ensinar uma pessoa a ser irritada ou triste, mas é preciso ensinar a bondade e a ternura. Assim as emoções são feitas de sentimentos intensos o bastante para se organizarem como padrão comportamental. Um aborrecimento se transforma em irritação, depois em raiva e, finalmente em fúria. A fúria é uma resposta automática que tem, no cérebro inferior, um programa para golpear ou atacar. As emoções são um estado corporal com padrão muscular programado e com um padrão tubário para aceleração ou redução da atividade.
Os sentimentos são um subproduto do metabolismo celular, da
pulsação, da peristalse dos tubos. As emoções são respostas comportamentais
brutas organizadas. As emoções têm uma direção e intenção, uma lógica própria.
São maneiras de o organismo declarar nosso estado e o que fazer em relação a
ele. Se estamos tristes, chorar traz alívio e consolo dos outros. A raiva é uma
tentativa de se ver livre de algo que irrita e um aviso para que os outros
mantenham distância. O medo é uma forma de declarar que há perigo e de buscar
ajuda. As emoções, portanto, pretendem alterar situações externas e internas.
As emoções nos movem em direção ao mundo e depois de volta a
nós mesmos. Veja abaixo, alguns exemplos da anatomia postural e das emoções:
Sob estresse começamos a nos suspender para longe do abdômen.
Inflamos o peito e comprimimos o estomago. Esticamos o pescoço para parecer
maiores, mais alertas. Acumulamos potencial cinético, prontos para golpear. A
medida que puxamos para dentro a parte superior do corpo, o diafragma, que em
situação normal está para baixo e distendido, sobe e estreitasse. Com a
escalada do estresse, o diafragma sobe, aumentando a pressão intratorácica,
forçando as vísceras abdominais para cima. Ao entrarmos em pânico, nos tornamos
espásticos. O diafragma se restringe. Sofremos com falta de oxigênio. Temos
sensação de fadiga.
O contrário é percebido nas emoções que nos fazem esvaziar como
resposta ao estresse. A depressão ocorre quando fomos derrotados ou quando
decidimos nos submeter ou colapsar. Os conteúdos abdominais descem devido a
falta de tônus muscular no tronco. O afrouxamento dos intestinos arrasta o
diafragma para baixo e os músculos intercostais entram em colapso. Isso está em
agudo contraste com a espasticidade do padrão raiva-medo.
Fonte: Anatomia
Emocional. Stanley Keleman p.
105
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
ANATOMIA E TIPO EMOCIONAL
A postura que um sujeito adota tem uma carga de intenções. Leve ou acentuada, as intenções são percebidas não apenas no que verbalizamos. Existe uma linguagem não verbal e silenciosa que faz parte da vida. Basta ver um político discursando, um lutador durante a pesagem antes de uma luta ou um pianista tocando Mozart para perceber que, o que eles fazem repetidamente influenciará de alguma forma as estruturas de seus corpos.
O tipo emocional de cada pessoa pode ser lido nas avaliações posturais, tanto nas avaliações estáticas quanto nas dinâmicas, e é isso que alguns escritores tentam descrever. É o caso das ilustrações bem-humoradas de Pierre Weill, da postura fundamental descrita por Alexander (Técnica de Alexander) ou das classificações anatômicas emocionais de Stanley Keleman.
Sobre as classificações das emoções na anatomia humana, Keleman usa o termo distresse somático e descreve quatro tipos: o rígido, o denso, o inchado e o em colapso. As emoções predominantes, o tipo de personalidade, o ambiente, a carga genética irão determinar tais variações.
Distresse é um termo da psicologia e psiquiatria para o estresse excessivo, quando o estresse é maior que o necessário a ponto de causar sofrimentos.
A análise postural é um recurso muito usado por fisioterapeutas para detectar as assimetrias. Permite a leitura não apenas dos padrões de tensão muscular, mas também dos desníveis do esqueleto e da acentuação das curvaturas da coluna vertebral dentre outras coisas, como as emoções predominantes do indivíduo. As emoções e os sentimentos estão intimamente ligados a estrutura corporal e parte da personalidade acaba se refletindo na personalidade do indivíduo.
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